24 de janeiro de 2010

Despedida

Quisera ser eu o seu remédio, o princípio ativo na dose exata para te curar das dores que te fazem sofrer. Por um tempo acreditei ser eu o seu equilíbrio, seu porto seguro, acreditei que se alguém neste mundo podia te dar paz, esse alguém era eu. E eu sei que não me iludi, eu sei que era assim e que eu era isso para você, mas hoje, já não tenho mais certeza.

Você está por ai, perdido, e parece que quanto mais tento te encontrar, mais me afasto de você. Daria-te a mão, se eu pudesse, para segurar a sua nesta queda livre a que você se lançou, mas você se afasta, finta minhas mãos e insiste em cair sozinho. Saiba que eu tentaria te puxar, cairia com você se não conseguisse, mas jamais te abandonaria, seríamos nós dois, juntos, sempre.

Já não sei mais o que sou, nem o que represento. Não te reconheço, se é que um dia te conheci, então, perdoa, amor meu, se não sei o que fazer para te ajudar. Siga sozinho, como você escolheu. Se nada posso fazer para te curar, me resta acompanhá-lo de longe e torcer para que chegue logo o momento em que você irá se reerguer. Mas leve uma única certeza, que o amor que tenho por você será eterno, mesmo sabendo que o amor que você tinha por mim, morreu.

10 comentários:

Regina Zanette disse...

Me identifiquei muito. Escreve com sentimento em cada palavra. Gosto disso. Vou passar mais vezes aqui.

Angel disse...

Regina, fico feliz que tenha gostado. Tudo o que foi escrito aqui, exceto os contos, me retrata ou foi vivido por mim. Que bom que se identificou!

Volte mais vezes mesmo, e me dê sua opinião.

Abraços!

Carol Addams disse...

Lindíssimo! Também me identifiquei, realmente lindo!
Estou te seguindo!
Beijos

Viviane Zion disse...

Anjinho... o amor nunca morre!!!

Tenha uma linda semana...

Shalom.

Luís Gonçalves Ferreira disse...

Acho que você acha que ele precisa da sua ajuda, mas ele foge. Foge porque provavelmente não quer mais. E você não pode correr num projecto solitário, mas com critérios e funções para dois. Está numa estrada sozinha, onde existem dois corredores. Quando chegar a hora de partilhar a tristeza continuará só e sofrerá sozinha. Quando chegar a hora de ser feliz, será feliz sozinha. Lado a lado ele poderá não morar. Mas continue andando e dê uma olhada nas suas costas. Não faltaram pessoas com quem partilhar tristezas e alegrias. Não faltará gente que gosta de si. Puxe-os para o seu lado e não se esqueça deles. Há mãos para dar e a precisar mais do que ele. Puxe por si e seja feliz.
O passado não move moinhos, nem traz paz aos ventos. O passado poderá reconfortar o coração quando o vento arrepia a pele. O passado mexe as pernas, os braços, e busca cobertores. O futuro move os olhos para a frente, as pernas, solenemente, uma de cada vez, num caminho de esperança. Não sobreviva do passado, aprenda a tirar dele lições. :)

Beijo, Angel.

Angel disse...

Oi, Carol! Fico feliz que tenha gostado, e ainda mais feliz que tenha se identificado. Essa interação que temos, entre os blogs, nos dá muito força. Eu aprendo muito aqui, me conforto, dou risada, compartilho tristezas. E com isso vamos melhorando, nos curando, aprendendo muitas coisas.

Obrigada, e volte sempre!

Abraços.

P.S.: Vou dar uma olhada no seu blog também.

Angel disse...

Viviane, eu não sei mais se acredito nisso... Mas, talvez você esteja certa. Se morreu, é porque não era amor, não é verdade?

Abraços!

Angel disse...

Luís, você, como sempre, com sábias palavras para me dizer. Acho que temos dificuldade em nos desligar do passado, cada um com mais ou com menos intensidade. Não quero caminhar sozinha, não é assim que deve ser. O ser humano foi feito para viver aos pares, é nisso que eu acredito. Quero esquecer tudo de ruim que passou, quero levar comigo a certeza de que dei meu melhor, e esperar que o resto o futuro me dê. Seguirei teu conselho, trarei para junto de mim quem quer estar ao meu lado.

Ah, meu amigo... você tem sido incrível. Obrigada!

Abraços.

Jacque disse...

Não acredito em amores eternos. Eu acredito no amor que se renova, renasce... Aprendi a sentir quando um amor acaba, começando a abservar certas coisas que antes eu achava que não faziam sentido, mas, hoje fazem e muito. Aprendi que o amor não deveria me trazer angústia, dúvida, tristeza... e que ele não era feito de fragmentos. Ah, hoje estou bem... amanhã já não estou... depois de amanhã bem de novo... depois, pior ainda. As realações são complicadíssimas, mas, se ainda assim, se existir o amor, tudo se resolve. O amor jamais trará infelicidade. Nós também complicamos muito. Não cedemos quando deveríamos ceder, nem perdoamos,nem acreditamos... Enfim, eu não penso que o amor aceite tudo,isso é submerter-se a irracionalidade. E no amor não há loucura. O amor é algo real e vivo. Não existe amor sustentado por ilusões ou coisas sem sentido ou sem explicação (antes, eu pensava assim). Parece efêmero eu sei, mas depois que passei a equilibrar razão e emoção, as coisas começaram a acontecer de fato. O amor real. Desses em que se olha nos olhos, pega na mão pra passear por aí... O amor em que há diálogos maduros e sensatos. Mas, tudo sempre com uma dose de muita paixão. Não sei Angel, eu aprendi assim, as duras penas. Mas, cada tem sua história... cada qual sabe do amor que sente. Agora digo sem sombra de dúvida, enquanto seu coração bater diferente, enquanto você sentir falta... LUTE! Faça tudo o que estiver ao seu alcance, vá além de suas forças. Se não der meu anjo... Não era pra ser.

Um beijo, minha linda!

Angel disse...

Jacque, vejo tanta sinceridade em suas palavras... coisa de quem aprendeu com a vida. Eu acredito que o amor pode ser eterno, mas para isso, depende de cuidados. O amor não se mantém sozinho, se abala diante do desrespeito, da desconfiança, de tantos sentimentos ruins que existem por ai. Confesso que guardo comigo a esperança de que o amor verdadeiro, forme uma base sólida o suficiente para, talvez se abalar, mas nunca deixar ruir. Cabe a nós saber quando o encontramos ou não, quando uma relação acabou, de tão desgastada ou já sem sentimento. E cabe a nós, também, dar ao verdadeiro amor o seu devido valor. Por este sim, tudo vale a pena. Tudo.

Abraços, linda Jacque!

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