17 de fevereiro de 2012
8 de fevereiro de 2012
Do passado...
Não sei por onde começar. Esse provavelmente não será um bom texto, não ficará bem escrito, não será entendido de imediato, e, como eu tenho certeza de que ele será longo, muitos não terão vontade de ler. E eu não os julgo, isso pode até ser bom, não sei.
Talvez se eu parasse de chorar já seria um bom começo. Ou talvez se eu escrevesse sobre o porque de estar chorando. Ou simplesmente escrevesse. Desabafasse. Porque um dia alguém me disse que escrever alivia as dores. E alivia mesmo, ele estava certo. Chorar e escrever. Chorar escrevendo, como agora. Novidade nenhuma, afinal a maioria dos meus textos foram escritos assim. Lágrimas e vinho tinto, é isso que está por trás de cada um dos meus textos.
Enfim, é preciso começar.
Hoje, por algum motivo, eu me sinto como há 11 anos atrás. Mais precisamente 11 anos e sete dias. Sim, eu sou boa com datas, mas isso não é algo de que eu me orgulhe, não neste caso. Hoje, como há 11 anos e sete dias, eu fui tomada pelo desespero, pela repulsa, pela tristeza de estar no lugar errado, na hora errada, com a pior pessoa desse mundo inteiro. Do meu mundo inteiro, pelo menos. Poucas pessoas sabem do que aconteceu, e são poucas porque já é ruim o suficiente lembrar as vezes, então imagina como é falar. E junte a isso a vergonha, a raiva, a culpa, a tristeza, junte a isso todos os piores sentimentos de que você já teve notícia. Acrescente o fato de que, quase sempre, eu me arrependo. Eu e essa minha mania idiota de acreditar nas pessoas, de apostar, eu devo ser a maior perdedora de apostas de todo o mundo. Pensando sobre isso eu só posso concluir que, das duas uma: ou escolho mal a quem falar ou eu não consigo me fazer entender, não consigo dar a real dimensão do que é isso na vida de uma pessoa, na vida de uma mulher, na minha vida. Acredito que só quem passou por isso vá, de verdade, saber o que é. E eu não quero que você saiba o que é. E acredito também que entre homens e mulheres, um homem será o que menos irá entender. Pode ouvir, pode ser solidário no momento, mas depois, já era. O fato é que oito pessoas sabem disso. Oito pessoas em 11 anos e sete dias. Você, que pacientemente chegou até esse ponto do texto, pode já ter uma idéia do que se trata, mas, acredite, você só está perto. E destas oito pessoas, apenas duas não fizeram eu me arrepender de ter falado a respeito. Dois em oito, é a estatística apontando o erro.
Porque se eu pudesse pedir uma coisa para essas pessoas, e afinal eu só preciso de uma mesmo, eu pediria respeito. Respeito por mim, respeito pela confiança por mim depositada, respeito pela minha história. Preciso dizer que não tive? E dai me sobra a alternativa de sempre, que é a única que eu tenho, diga-se de passagem, que é seguir em frente. É tentar esconder o passado (porque esquecer eu não conseguirei jamais) e rezar para que eu o encontre poucas vezes durante a minha vida.
E sempre tem alguém pra me mandar seguir em frente. Sempre tem alguém pra me mandar esquecer. Sempre tem alguém pra dizer que é preciso ser forte. E sempre tem alguém pra dizer que o importante é o presente. Sempre tem.
Acredite, eu sei. E isso é só um desabafo, acredite também. Porque se eu não tivesse feito exatamente isso tudo ai que sempre tem alguém pra dizer, eu não estaria aqui escrevendo esse texto, pode apostar.
Agora a pouco eu prometi a mim que nunca mais contarei aquela história, não porque eu não queira, porque, sabe, por mais que me doa falar, assim como escrever, alivia. Não contarei porque não é qualquer pessoa que esta preparada para lidar com ela. Não é qualquer um que esta pronto, ou disposto, para tal, para enxergar o que eu sou de verdade, ou melhor, o que eu não sou. Não é qualquer um que vai me ouvir e me entender a partir dai. E o pior, não é qualquer um que vai me respeitar por tudo isso.
(Mas, quem sabe um dia? Porque além da mania idota de acreditar, tem a mania idiota de ter esperanças... Talvez alguém como eu, me entenda. Alguém como nesse post aqui).
O fato é que estamos acostumados com o nosso mundo, e no nosso mundo são as nossas vontades que devem prevalecer. Nosso mundo, nosso umbigo, o nosso que na verdade não passa de um eu. Esta é a minha teoria, sinta-se a vontade para discordar, mas, saiba que foram necessários 11 anos, sete dias e seis pessoas para que eu formulasse algo assim. Eu diria que é estatisticamente confiável.
Obrigada por ter chegado até aqui.
Talvez se eu parasse de chorar já seria um bom começo. Ou talvez se eu escrevesse sobre o porque de estar chorando. Ou simplesmente escrevesse. Desabafasse. Porque um dia alguém me disse que escrever alivia as dores. E alivia mesmo, ele estava certo. Chorar e escrever. Chorar escrevendo, como agora. Novidade nenhuma, afinal a maioria dos meus textos foram escritos assim. Lágrimas e vinho tinto, é isso que está por trás de cada um dos meus textos.
Enfim, é preciso começar.
Hoje, por algum motivo, eu me sinto como há 11 anos atrás. Mais precisamente 11 anos e sete dias. Sim, eu sou boa com datas, mas isso não é algo de que eu me orgulhe, não neste caso. Hoje, como há 11 anos e sete dias, eu fui tomada pelo desespero, pela repulsa, pela tristeza de estar no lugar errado, na hora errada, com a pior pessoa desse mundo inteiro. Do meu mundo inteiro, pelo menos. Poucas pessoas sabem do que aconteceu, e são poucas porque já é ruim o suficiente lembrar as vezes, então imagina como é falar. E junte a isso a vergonha, a raiva, a culpa, a tristeza, junte a isso todos os piores sentimentos de que você já teve notícia. Acrescente o fato de que, quase sempre, eu me arrependo. Eu e essa minha mania idiota de acreditar nas pessoas, de apostar, eu devo ser a maior perdedora de apostas de todo o mundo. Pensando sobre isso eu só posso concluir que, das duas uma: ou escolho mal a quem falar ou eu não consigo me fazer entender, não consigo dar a real dimensão do que é isso na vida de uma pessoa, na vida de uma mulher, na minha vida. Acredito que só quem passou por isso vá, de verdade, saber o que é. E eu não quero que você saiba o que é. E acredito também que entre homens e mulheres, um homem será o que menos irá entender. Pode ouvir, pode ser solidário no momento, mas depois, já era. O fato é que oito pessoas sabem disso. Oito pessoas em 11 anos e sete dias. Você, que pacientemente chegou até esse ponto do texto, pode já ter uma idéia do que se trata, mas, acredite, você só está perto. E destas oito pessoas, apenas duas não fizeram eu me arrepender de ter falado a respeito. Dois em oito, é a estatística apontando o erro.
Porque se eu pudesse pedir uma coisa para essas pessoas, e afinal eu só preciso de uma mesmo, eu pediria respeito. Respeito por mim, respeito pela confiança por mim depositada, respeito pela minha história. Preciso dizer que não tive? E dai me sobra a alternativa de sempre, que é a única que eu tenho, diga-se de passagem, que é seguir em frente. É tentar esconder o passado (porque esquecer eu não conseguirei jamais) e rezar para que eu o encontre poucas vezes durante a minha vida.
E sempre tem alguém pra me mandar seguir em frente. Sempre tem alguém pra me mandar esquecer. Sempre tem alguém pra dizer que é preciso ser forte. E sempre tem alguém pra dizer que o importante é o presente. Sempre tem.
Acredite, eu sei. E isso é só um desabafo, acredite também. Porque se eu não tivesse feito exatamente isso tudo ai que sempre tem alguém pra dizer, eu não estaria aqui escrevendo esse texto, pode apostar.
Agora a pouco eu prometi a mim que nunca mais contarei aquela história, não porque eu não queira, porque, sabe, por mais que me doa falar, assim como escrever, alivia. Não contarei porque não é qualquer pessoa que esta preparada para lidar com ela. Não é qualquer um que esta pronto, ou disposto, para tal, para enxergar o que eu sou de verdade, ou melhor, o que eu não sou. Não é qualquer um que vai me ouvir e me entender a partir dai. E o pior, não é qualquer um que vai me respeitar por tudo isso.
(Mas, quem sabe um dia? Porque além da mania idota de acreditar, tem a mania idiota de ter esperanças... Talvez alguém como eu, me entenda. Alguém como nesse post aqui).
O fato é que estamos acostumados com o nosso mundo, e no nosso mundo são as nossas vontades que devem prevalecer. Nosso mundo, nosso umbigo, o nosso que na verdade não passa de um eu. Esta é a minha teoria, sinta-se a vontade para discordar, mas, saiba que foram necessários 11 anos, sete dias e seis pessoas para que eu formulasse algo assim. Eu diria que é estatisticamente confiável.
Obrigada por ter chegado até aqui.
14 de janeiro de 2012
(In)Quietude
Foram tantas as tentativas que a vontade se fez prudência e desistiu. Eu já não penso mais no meu destino nem em quantas vezes eu tentei reorganizá-lo, neste momento eu me contento com mais uma taça de vinho tinto e com as músicas simples que melodiam o que passou. Entre um gole e outro eu repasso os erros, não com tristeza ou com desgosto, mas porque tenho o dever de dar à eles alguma satisfação. Julgarei como se egoísta fosse, em nome de uma quietude que nem sei se existe ou se é capricho, ilusão. E já que não há nada em minhas mãos, deixo ao tempo um último pedido: pois que seja feita a sua vontade, mas, por tudo que é mais sagrado, que seja poupado o meu coração.
29 de dezembro de 2011
Do que não se escreve...
Não há palavra que defina, nem texto que descreva. Se ao menos eu fizesse versos... Se ao menos eu juntasse rimas... Se eu tivesse o mínimo de talento para que a obra-prima não fosse, sempre, um mísero esboço... Eu te alcançaria? Minhas palavras te fariam saber o que desconheço? Pois eu só tenho um papel em branco, amor... As letras nunca foram minhas. E se não te escrevo o melhor dos textos, que você saiba apenas que o amor nunca caberá em linhas, e que neste peito antes vazio e em completo desgosto, hoje habita o mais nobre dos sentimentos, que mesmo em silêncio é de todos o mais grandioso. Parte da minha alma agora é tua, ao contrário do meu coração... Este eu te entreguei por inteiro.
4 de dezembro de 2011
É sempre... Você
Quando ouço a música. Quando leio os versos. Quando imagino os olhos. Quando pareço sentir o perfume. Quando eu penso no abraço.
Quando as manhãs são solitárias. Quando a noite não tem estrelas. Quando no meu peito se abre um abismo. Quando a vida perde todo o sentido...
É em você que eu penso.
E é sempre... Sempre você.
Quando as manhãs são solitárias. Quando a noite não tem estrelas. Quando no meu peito se abre um abismo. Quando a vida perde todo o sentido...
É em você que eu penso.
E é sempre... Sempre você.
30 de novembro de 2011
We are responsible for the partners we choose
- You can move forward... But it's gonna mean taking responsibility for your feelings and your choices.
- What does that mean?
- Please don't misunderstand me. I am very sensitive to the trauma and the tragedy that you've experienced. But, as far as your failed relationships are concerned... We are responsible for the partners we choose.
- Bullshit.
...
- I think you have a history of choosing inappropriate or unavailable men.
- What the fuck do you want me to say? That my life is a train wreck of a disaster? That my life is a shithole? Well, I already know this, this isn't news to me, ok? I know that I am broken.
- Do you know that you don't have to be? You can pick up the pieces.
- How?
- By making different choices. By breaking your patterns. It's gonna be hard, but you can make yourself whole again. You can.
(Dexter - 6ª temporada, episódio 9 - diálogo entre Debra Morgan e sua psicóloga)
E olha ai a psicóloga dizendo o que eu nunca tive coragem de admitir.
- What does that mean?
- Please don't misunderstand me. I am very sensitive to the trauma and the tragedy that you've experienced. But, as far as your failed relationships are concerned... We are responsible for the partners we choose.
- Bullshit.
...
- I think you have a history of choosing inappropriate or unavailable men.
- What the fuck do you want me to say? That my life is a train wreck of a disaster? That my life is a shithole? Well, I already know this, this isn't news to me, ok? I know that I am broken.
- Do you know that you don't have to be? You can pick up the pieces.
- How?
- By making different choices. By breaking your patterns. It's gonna be hard, but you can make yourself whole again. You can.
(Dexter - 6ª temporada, episódio 9 - diálogo entre Debra Morgan e sua psicóloga)
E olha ai a psicóloga dizendo o que eu nunca tive coragem de admitir.
14 de novembro de 2011
In the box
"... apesar da ânsia que havia pouco sentira de falar com alguém, fosse com quem fosse, assim que lhe dirigiram a primeira palavra tornou a experimentar de súbito a sua hostilidade e irritação habituais diante de qualquer comunicação com gente estranha que tocasse ou mostrasse o desejo de tocar-lhe na personalidade."
(Trecho de Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski)
(Trecho de Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski)
10 de novembro de 2011
Simples
No fim das contas, é pouco o que importa. Na verdade, uma única coisa é realmente importante. E é chato pra caramba quando você percebe que, muito provavelmente, é algo que você nunca vai ter/ser.
5 de novembro de 2011
Do passado...
A lembrança mais nítida daquele tempo é de uma noite em que chovia forte, mas as gotas não encontravam a minha janela. Eu estava sozinha em meu apartamento, sentada no chão da sala, apoiada em um dos cantos da parede, abraçando meus joelhos e com a cabeça recostada sobre eles, fisicamente exausta, cansada de tanto chorar e sem forças para levantar dali. Do meu lado esquerdo uma taça pela metade com vinho tinto e uma garrafa já vazia, sobre o tapete uma cartela com três comprimidos, dois dos quais eu tomaria horas depois, para finalmente conseguir dormir. E eu ouvia repetidas vezes a mesma música, abafada vez ou outra por algum trovão.
O que aconteceu entre os anos de 2009 e 2010, quando tudo ficou pesado demais e eu não consegui suportar, merecia ser apagado, destruído se possível fosse, mas é inevitável lembrar de vez em quando. E a lembrança sempre vem acompanhada de um pouco de dor, de ressentimento, e de um medo enorme de, por alguma razão, eu sentir/passar por tudo aquilo outra vez. Mas, quinta-feira, ao ver e ouvir Eddie Vedder cantando a mesma música daquela noite, eu chorei não pelas lembranças, não pelo medo ou pela dor, mas por perceber o quão forte eu me tornei. Bem ou mal, eu aprendi a lutar sozinha, a cair e em seguida me erguer. Ainda é preciso recolher alguns cacos, ainda é preciso consertar certas fissuras, mas isso pode ser feito aos poucos, com calma, cuidando sempre para não chegar ao fundo outra vez.
Enfim... Cedo ou tarde, contrariando todas as leis, ficamos frente a frente com nosso passado, nossos traumas. Mas, não há nada mais libertador que perceber que a dor causada pode até ter sido grande, mas não foi suficiente para te destruir...
Sim, a essência permaneceu.
Better Man - Pearl Jam
O que aconteceu entre os anos de 2009 e 2010, quando tudo ficou pesado demais e eu não consegui suportar, merecia ser apagado, destruído se possível fosse, mas é inevitável lembrar de vez em quando. E a lembrança sempre vem acompanhada de um pouco de dor, de ressentimento, e de um medo enorme de, por alguma razão, eu sentir/passar por tudo aquilo outra vez. Mas, quinta-feira, ao ver e ouvir Eddie Vedder cantando a mesma música daquela noite, eu chorei não pelas lembranças, não pelo medo ou pela dor, mas por perceber o quão forte eu me tornei. Bem ou mal, eu aprendi a lutar sozinha, a cair e em seguida me erguer. Ainda é preciso recolher alguns cacos, ainda é preciso consertar certas fissuras, mas isso pode ser feito aos poucos, com calma, cuidando sempre para não chegar ao fundo outra vez.
Enfim... Cedo ou tarde, contrariando todas as leis, ficamos frente a frente com nosso passado, nossos traumas. Mas, não há nada mais libertador que perceber que a dor causada pode até ter sido grande, mas não foi suficiente para te destruir...
Sim, a essência permaneceu.
Better Man - Pearl Jam
1 de novembro de 2011
Do feriado...
Eu só preciso que você saiba que se eu pudesse eu faria diferente, ou melhor, eu faria exatamente o contrário. E, talvez, você ainda estivesse comigo, e quem sabe assim os dias fossem mais leves, eu não chorasse tanto nem me culpasse, e houvesse um motivo para o que hoje eu desacredito.
Eu preciso muito, muito, que você saiba que você foi o meu começo, e que o seu fim me levou contigo, e que os anos passam, mas o sentimento não abranda. E eu me agarro a esperança de que um dia isso acabe e eu finalmente volte, e viva, e seja, porque hoje, eu apenas existo. E talvez um dia eu volte... Mas, sem você, eu duvido.
The end - Pearl Jam
Eu preciso muito, muito, que você saiba que você foi o meu começo, e que o seu fim me levou contigo, e que os anos passam, mas o sentimento não abranda. E eu me agarro a esperança de que um dia isso acabe e eu finalmente volte, e viva, e seja, porque hoje, eu apenas existo. E talvez um dia eu volte... Mas, sem você, eu duvido.
The end - Pearl Jam
9 de outubro de 2011
Marcas
"I've always thought there were people who leave an indelible mark on your soul. An imprint that can never be erased". (Phillip Broyles - Fringe 4ªT/ep.02)
Just Breathe - Pearl Jam
Just Breathe - Pearl Jam
28 de setembro de 2011
Desabafo
De todos esses meus relacionamentos frustrados, se há algo de que eu me lembro tão bem, é deste gosto amargo na boca, do estômago embrulhado, de ficar engasgada sem pronunciar nada, do coração apertando o peito e acelerando todas as vezes que sinto essa vontade de chorar. Estes são os sintomas de uma sensação que sempre tive ao final de cada um deles: A forte impressão de que eu não valho o mínimo esforço, de não valer qualquer espera, de ser vencida por algum período que exija certo distanciamento físico ou por quilômetros que acabam se tornando longos demais, difíceis demais, pelo trabalho que é sempre mais importante, por outra pessoa que, de alguma maneira, é melhor que eu. Enfim.... No final eu sempre sinto que não sou boa o bastante. E veja bem, eu sinto, mas racionalmente sei que isso não é verdade, ou que, pelo menos um dia, em algum momento no futuro, com alguém em específico, não será.
Um conhecido com quem, infelizmente, não tenho mais contato me disse certa vez: "Tudo o que precisamos é de uma única pessoa, apenas uma, você consegue perceber? Uma única chance, um único encontro, e lá estará ela, a pessoa que fará tudo, inclusive cada lágrima, ter valido a pena.". Sabe, Ricardo, eu não sei exatamente (e nem quero saber) o quão utópico é isso que você me disse, mas, eu espero mesmo que você esteja certo, ou melhor, eu acredito que você esteja. Mesmo que para acreditar nisso eu tenha que continuar sofrendo, me decepcionando. E acreditando eu penso que, ao contrário do que essa sensação me faz sentir, eu sou sim boa o bastante, e valerei muitos esforços... para a pessoa certa. E eu vou torcer, todos os dias da minha vida, para que eu tenha a sorte de encontrá-lo, e que ele, finalmente, me faça sentir segura, importante, em paz.
E de antemão eu prometo a você, pessoa que ainda não está aqui, que eu continuarei dando o meu melhor, para que quando nos encontrarmos sejamos capazes de nos reconhecer, e que você queira sempre ficar, e que eu, tenha a felicidade de nunca te perder.
Time after time - Norah Jones
Um conhecido com quem, infelizmente, não tenho mais contato me disse certa vez: "Tudo o que precisamos é de uma única pessoa, apenas uma, você consegue perceber? Uma única chance, um único encontro, e lá estará ela, a pessoa que fará tudo, inclusive cada lágrima, ter valido a pena.". Sabe, Ricardo, eu não sei exatamente (e nem quero saber) o quão utópico é isso que você me disse, mas, eu espero mesmo que você esteja certo, ou melhor, eu acredito que você esteja. Mesmo que para acreditar nisso eu tenha que continuar sofrendo, me decepcionando. E acreditando eu penso que, ao contrário do que essa sensação me faz sentir, eu sou sim boa o bastante, e valerei muitos esforços... para a pessoa certa. E eu vou torcer, todos os dias da minha vida, para que eu tenha a sorte de encontrá-lo, e que ele, finalmente, me faça sentir segura, importante, em paz.
E de antemão eu prometo a você, pessoa que ainda não está aqui, que eu continuarei dando o meu melhor, para que quando nos encontrarmos sejamos capazes de nos reconhecer, e que você queira sempre ficar, e que eu, tenha a felicidade de nunca te perder.
Time after time - Norah Jones
18 de setembro de 2011
O caminho
Quando dou por mim estou percorrendo o mesmo caminho. A paisagem tão conhecida, o horizonte claro como água e a brisa morna, eu já estive aqui e sei que esta aparente tranquilidade é um convite para continuar. Pode ser que, desta vez, em algum lugar a frente, eu encontre um desvio, uma nova rota que eu não tenha percebido da última vez, que me conduza a um novo destino. Caso contrário, o rumo é o mesmo, as consequências são as mesmas, a mesma sensação de não ter feito o bastante, de não ter sido suficiente por mais que eu tenha me esforçado. Paro e sento a beira da estrada por alguns instantes. Penso... E é impossível não chorar. Olho para trás e percebo que voltar já não é uma opção, e que agora só me resta seguir em frente. Uma pergunta me congela a espinha e me revira o estômago como se o tivessem esmurrado...
Quantas vezes mais eu terei que passar por aqui?
Clocks - Coldplay
Quantas vezes mais eu terei que passar por aqui?
Clocks - Coldplay
9 de setembro de 2011
Quanto tempo eu perdi?
Me desculpe se eu perdi alguns sonhos, mas eu estava ocupada demais contando as batidas de um coração descompassado pelo amor que acabara de nascer. Não me culpe por não compreender as ambições do dia, por não reconhecer as necessidades do corpo, descanso é uma palavra que talvez eu nunca vá aprender, e não é que eu não queira, eu só duvido que ela se encaixe em alguma parte de mim. O que me acomete são os desejos, os mais secretos e obscuros, aqueles que ficam guardados em caixas grandiosas com uma placa que diz "Cuidado, não se aproxime! Você pode não aguentar". Eu me refiro às vontades da alma, da força que impulsiona o corpo, aquela que escraviza minhas noites e me obriga a ouvir seus anseios. Então, o que me resta é cumprir essa sina, olhos vermelhos, cansaço estampado na face, sem nunca fraquejar. E é assim que eu me armo de toda tristeza, me construo durante as madrugadas para, sem entender por quê, me destruir por completo ao amanhecer.
Porque o dia são os cacos, a noite sim é a minha obra-prima.
Fortunate Son - Creedence Clearwater Revival
Porque o dia são os cacos, a noite sim é a minha obra-prima.
Fortunate Son - Creedence Clearwater Revival
Assinar:
Postagens (Atom)

