19 de fevereiro de 2010

Porque o corpo está doente, e a culpa é da alma.

Não gosto dessa sensação que por vezes me assola. Parece que vivo "pisando em ovos" e que algumas das minhas palavras e atos estão sendo medidos.

Não estou fazendo nada de errado, o que foi dito não é motivo de calúnia, me atenho ao que é real, verbalizo a realidade, aquela que há quem ignore. Detesto ver fatos serem distorcidos, palavras colocadas em minha boca e ações que eu jamais tomaria, atribuídas a mim. Cansei de "pisar em ovos", ainda mais porque, até hoje, não recebi nada exclusivo e verdadeiro em troca. E sim, é uma troca.

Cada um que faça o que quiser da sua vida, mas faça sem tentar jogar a culpa de seus erros sobre mim. Todos, sem excessão, nasceram com livre arbítrio, nasceram pensantes, seres de conciência e de emoção. Eu não mereço viver com o coração apertado, imaginando o que mais devo ou não fazer. Pois eu já fiz muito, já fiz mais que qualquer outra pessoa se proporia a fazer, e se mesmo assim não é suficiente, se mesmo assim ainda é motivo de dúvidas e retaliações, só deixa claro o que devo fazer.

Devo fazer o que passei anos esperando que outras pessoas fizessem. Fiquei esperando que me dessem algum valor, quando quem deve me valorizar acima de tudo deve ser eu mesma. Vou buscar forças onde for preciso, e é assim que vai ser.

12 comentários:

Renata disse...

Angel...
É a primeira vez que visito teu blog... Parabéns!

Me identifiquei bastante com teu texto, já me senti vááárias vezes assim...

Beijo.

leonel disse...

Bravo, Angel!

Esplêndida reflexão de vida, e, dos atributos dela! Não há comprometimento algum da lisura de se viver ao seu próprio passo, ao seu próprio compasso. Por isso, tuas palavras nos são austero estímulo a reflexão. E isso é, de fato, muito bom!

Sim, Angel, uma vez mais acertaste ponderavelmente. Há de se ter uma troca, senão esvazie-se o sentido das relações inter-pessoais. Como a máxima defendida por clamores populares, em ditos consolidados pelos mesmos, "é dando que se recebe", faço também as minhas ponderações, e, erratas... E quando assim penso, imagino numa frondosa copa de árvore, a nos agraciar sempre com sua sombra, a nos proteger de um tempo deveras acalorado... o que teria acontecido a esta mesma árvore, se também não recebesse em troca, o carinho das mãos que lhe cuidam, sejam elas humanas ou as mãos do Criador?

Secariam as folhas, como de certo, secam os corações daqueles que dão, sem nada receber...

Belo texto, Angel!

Abraço.

Angel disse...

Pois seja mais que bem-vinda, Renata. Assim que vi você entre os seguidores fui até o seu blog. Há muito sentimento lá! E tudo muito bem escrito. Vou ler com carinho, pois merece.

Pena você ter chegado aqui em um dia não muito bom, ao menos, para mim. Mas, isso passa, ou melhor, isso melhora!

Volte mais vezes, minha cara.

Abraços

Angel disse...

Que bom tê-lo aqui depois de tanto tempo, Leonel. Nada mais preciso dizer, eis ai o perfeito complemento do meu post.

Abraço.

Renata disse...

Ah, Angel, a tristeza e a revolta, para um escritor, são alimento...
Poeta não desabafa, apenas transcreve em palavras aquilo que os que sofrem não sabem dizer.

E tudo passa, feliz ou infelizmente...

Angel disse...

Ainda não sei escrever como eu gostaria, e talvez, nunca saiba, Renata. Mas tenho sentimentos demais, e fica difícil guardá-los só comigo. E sei, não sou a única.

E sim, tudo passa.

Abraços, minha cara.

leonel disse...

Posso até não comentar, mas sempre estive, estou e estarei neste lugar! Há muito o que daqui se aproveitar,tenho dito! E isso, certamente, pesa de uma forma inconteste em minhas escolhas de leitura!

Abraço!

Jacque disse...

Ei, Angel! Eu já estive cansada diversas vezes. Cansada de sentir-me insuficiente; cansada de tentar, falar, isnsistir e nada! Eu cansei em definitivo do que me fazia mal. Tentei sempre ser o melhor de mim, para que o outros pudessem ver isso.

Muitas vezes, eu pensava comigo: "Ah, vai lá, mostre que você é gente boa mesmo! Vá de coração limpo, como sempre tem feito, hora ou outra irão perceber que você só quer o bem ..." É inúmeras vezes, isso foi incompreendido. Cansei! Eu quero o meu bem, a minha felicidade, a minha razão de acreditar no que me proponho a fazer.

Mudar para agradar, não dizer o que penso, ou, coisas assim, risquei de vez do meu livro da vida. Eu cansei de metáforas, entrelinhas, subjetividades... Depois que enxerguei a realidade do que sou, sinto e quero, aboli de vez as coisas que me pesavam. E como pesavam! E isso realmente fazia mal ao corpo e a alma.

Quer saber de uma coisa, Angel? As pessoas abusam da nossa boa vontade, seja em qualquer relação humana. Elas abusam, quando nos mostramos cheio de boas intenções. Sejamos um pouco mais práticos e realistas, para isso, não é necessário perder a doçura ou mesmo nossas crenças. Sejamos apenas o que nos agrada, a partir daí, passamos a agradar.

Há dias em que realmente queremos paz! Só paz... nada mais que isso.

Um beijo!

Te cuida, heim? E fique imensamente bem. Precisando, grita aí!

Angel disse...

Leonel, fico feliz com sua presença. És um grande escritor, domina como poucos as palavras. Sou presença constante em seu blog também.

Obrigada pelo carinho.

Abraços.

Angel disse...

Jacque, entendo suas palavras. Há ai muita verdade, e posso dizer que uma frase em específico muito me marcou: "As pessoas abusam da nossa boa vontade, seja em qualquer relação humana."

Acho isso tão triste... Não devia ser assim.

Obrigada pela reflexão, Jacque, e por compartilhar comigo sua experiência.

Abraços!

Pedro Antônio disse...

Engraçado...

acho que também já me senti assim. Mas sabe de uma coisa? Vivamos sem culpa! A culpa estraga tudo, nos aprisiona. Faça o que seu coração sentir vontade, não se arriscando demais, é claro, nem ferindo as pessoas que ama.

Um beijãooo!

Obrigado pelo carinho e te espero de novo na Torre.

Pedro Antônio

Angel disse...

Exatamente, vivamos sem culpa! Minha mãe sempre diz que eu posso fazer tudo o que eu quiser, desde que não desrespeite ninguém, ou a mim mesma.

Gostei muito da sua visão, Pedro Antônio!

Abraços.

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