2 de março de 2010

Eu quero a sorte de um amor tranquilo*

Ele me pediu para te esperar, mas, pra quê?

Será mesmo que ainda ei de ter? E se foi o destino que resolveu nos separar? E se nada mais puder ser feito e estivermos fadados ao esquecimento daqueles que não se marcaram? Preciso de mais que uma suposição fantasiosa, preciso de uma certeza nua e crua, mesmo que ela corte em pedaços este meu coração que sofre.

Não há mais beleza no amor invisível, inventado, impossível! Não tem mais graça suspirar pelos cantos enquanto me lembro da sua voz falando-me ao pé do ouvido. Minha boca não sabe mais que gosto tem o seu beijo. E por isso eu decidi que não quero mais, saiba você que as nossas fotos serão rasgadas, as cartas, os bilhetes, serão jogados no lixo, queimados, que é para eu não correr o risco de me arrepender em seguida. Vou me desfazer até daquela camisa que você deixou com o seu perfume, que usei toda noite pedindo a Deus que pelo menos em sonho eu sentisse seu corpo mais uma vez.

Não preciso mais dessas dores, eu mereço o fino trato, mereço carinho, apreço, quero o misto de amor e luxúria do jeito que eu gosto. Você precisa saber que “eu quero a sorte de um amor tranquilo”, que não me faça perder noites de sono, nem a fome, nem me dê vontade de morrer porque me deixou a mercê do mundo quando foi embora.

E ele ainda foi capaz de me pedir para esperar você... Pra quê? Cale-se coração! É a razão que falará agora.


*Todo amor que houver nesta vida - Cazuza

17 comentários:

Marcelo Mayer disse...

a felicidade é um arma quente. o amor, um tiro no pé.

Juliana. disse...

Sabe Angel, eu já usei muito a razão na minha vida, e tive q deixá-la ou adequá-la, pq senão eu iria perder a possibilidade de amar! Aprendi muito a medir, adicionar um pouco de tudo, pq a vida deve ser vivida e nem sempre racionar é obrigatório, a emoção também nos ajuda a enxergar muito e a aprender muito!
Um abraço da Ju ;)

Reyel Angel disse...

Sempre q terminava um namoro, rasgava e jogava fora todas as lembranças, assim esquecia mais depressa. Nota: Fotos, cartas e bilhetes, no vaso sanitário, aos poucos p não entupir e p degustar um certo prazer kkk..

Angel disse...

Marcelo, não me diga isso... rs.

Quero acreditar que o amor e a felicidade podem caminhar juntos, e por muito tempo! Está difícil, eu sei, mas...

Que bom tê-lo por aqui! Espero contar com sua presença sempre.

Abraços.

Angel disse...

Verdade, Juliana... O ideal é sabermos medir razão e emoção em nossas vida, é o racionalizar sem deixar de sentir, acho eu.

Abraços, minha amiga!

Angel disse...

rsrsrs... Nunca fiz assim, Reyel, mas deve ser uma cena interessante, uma sensação de estar mandando tudo embora, literalmente! Gostei!

Abraços!

Jacque disse...

Ah, o amor... Quisera eu saber dizer dele em todas as suas proporções, mas ultimamente tenho dito do amor que me cabe, que me faz bem... E pra mim o amor tem que fazer sempre bem. Às vezes um saudade doidinha... Um não sei o quê de espera, mas, jamais o amor deve se fazer confuso. Não é fácil esquecer quando se tem no peito um coração, mas, já imaginou se não recorressêmos à razão de vez em quando?

Equilíbrio, tenho dito.

Angel, lembre-se nada é mais importante que você.

Beijão!

Angel disse...

Jacque, é isso que devemos todos tentar aceitar, que o amor não deixa de ser amor quando faz sofrer, mas deixa de ser bom. Se a gente parte da premissa que o amor só é bom porque faz a pessoa feliz e por isso o buscamos tanto, então, que sentido há em querê-lo quando nos faz sofrer? E ai vem o equilíbrio, você disse bem, é a razão que nos puxa a orelha e tenta nos fazer entender que algo está errado.

Abraços, linda Jacque!

Jacque disse...

Sabe Angel, realmente não encontro mais sentido em amar/sofrer. Antes, juro por Deus, pensava que se não sofresse, esperasse, acreditasse e voltasse a sofrer, eu não estava amando! Grande ilusão a minha (a minha). Cada um sabe do amor que tem e do que esse amor significa. Mas, sinceramente, os amores impossíveis fadados ao desespero, confusão, esperas intermináveis e dores... Ah, isso deixo para os livros de romance.

Beijo!

Angel disse...

Deixemos aos livros, amiga Jacque!

Abraços.

V. Linné disse...

Vivemos esperando...

Angel disse...

Somos dependentes deste sentimento, Linné. Isso é fato.

Bem-vindo, meu caro.

Abraços!

Luís Gonçalves Ferreira disse...

Angel, tenho andado muito cansado e ocupado. Sinto a tua falta, espero que esteja tudo bem por aí.
Gosto de saber que os teus apelos à razão começam a ser mais comuns. Isso, para mim, como sabes, é um bom sinal. Deixar tudo nas mãos dos imperativos do coração é péssimo para o nosso querer viver com conforto. Eu acho.

Beijo, Angel. Espero que esteja tudo bem.

Angel disse...

Ei, Luís, por aqui tudo tranquilo. Entendo a sua ausência, é necessária e não há o que você pode fazer, não é mesmo? Dedique-se, o resultado disso é que o Direito formará um grande representante.

:)

E... um pouco de razão não faz mal a ninguém.

Abraços!

Viviane Zion disse...

Entonces...
Bela maneira de apelar para a razão: deixando que flua a emoção através das palavras,rs. Coração manda em nada! Ou pelo menos não deveria. Ele é um folgado, espaçoso tentando ocupar todas as brechas, todos os recantos. Tem mais é que colocá-lo em seu devido lugar mesmo...

Tô brincando, claro! Mas que ele tenta (e como tenta tomar) conta do negócio, isso é bem verdade.

B-jo, anjo!

Angel disse...

Viviane, você disse bem, coração é um folgado, espaçoso, e eu acrescentaria, sem noção! rs.

A gente fica buscando a razão, mas para algumas pessoas a emoção sempre prevalece. Ainda bem, não é? Nos imagine vivendo em um mundo onde a razão impera?! Não sei se seria bom, o equilíbrio reside nas diferenças, acredito eu.

Adorei sua visita!

Abraços.

duda disse...

Bom não conheço nenhum de vocês,mais o texto exposto é belissímo,amei muito alguém durante 4 anos e ele morreu em uma viagem(para mim) pq depois dessa viagem não foi mais o mesmo,chorei 4 anos de um luto profundo,mesmo ele me procurando nada dava certo,então um dia eu encontrei um amor que veio como um vendaval e invadiu minha vida de um jeito que eu me toquei que só minhas emoções faziam vivo dentro de mim aquele velho amor,mas na realidade nossa história havia morrido a muito tempo;Eu dei lugar a minha razão e fechei a porta para aquela velha história e hoje confesso que eu nunca poderia ser feliz se eu não estivesse ao lado desse outro alguém,nossa vida não é flores,porque afinal nada é,mais temos cumplicidade e muito amor,nem precisamos falar nada,só basta olharmos nos olhos um do outro para vermos que o amor existe,o AMOR TRANQUILO.
Meu conselho a vocês,lutem por aquilo que vale apena lutar e o que não vale,joguem fora,esqueçam,apaguem,pq a vida é não permite muitos ensaios,vai chegar uma hora que ou você vive a realidade ou só viverá de ilusão


beijinhosss ;*

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