18 de setembro de 2011

O caminho

Quando dou por mim estou percorrendo o mesmo caminho. A paisagem tão conhecida, o horizonte claro como água e a brisa morna, eu já estive aqui e sei que esta aparente tranquilidade é um convite para continuar. Pode ser que, desta vez, em algum lugar a frente, eu encontre um desvio, uma nova rota que eu não tenha percebido da última vez, que me conduza a um novo destino. Caso contrário, o rumo é o mesmo, as consequências são as mesmas, a mesma sensação de não ter feito o bastante, de não ter sido suficiente por mais que eu tenha me esforçado. Paro e sento a beira da estrada por alguns instantes. Penso... E é impossível não chorar. Olho para trás e percebo que voltar já não é uma opção, e que agora só me resta seguir em frente. Uma pergunta me congela a espinha e me revira o estômago como se o tivessem esmurrado...

Quantas vezes mais eu terei que passar por aqui?


Clocks - Coldplay

4 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

forte esse texto, Angel. Que vc encontre novos rumos, mas sempre pra frente. Horrível essa sensação, de percorrer as mesmas ruas esburacadas...

bjs e bom domingo!

Fragmentadora disse...

Olá,

Acabei de criar um blog dedicado a postagem de escritos de escritores brasileiros e estrangeiros. Se puder dê uma olhada ( o blog ainda é novíssimo). Sigo-te

p.s.: depois passo para comentar os textos

Abç

Suzana Martins disse...

Há tantos caminhos que ainda me perco dentro deles, mas sempre volto para o mesmo lugar; quem sabe o dia, mudo a direção!!!

Beijos linda!!

p.s.: adoro a sua seleção musical...

Danilo MM disse...

Agora que você percebeu, já é um começo. É preciso buscar outros horizontes para ter outros resultados.

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